45
integral) e planejamento racional, com um projeto em longo prazo
colocado para funcionar de 2012 a 2016, inclusive com uma busca
por jogadores mais altos.
Os atletas de Nejamkin utilizaram duas quadras no recentemente
inaugurado Centro de Treinamento Olímpico e passaram a atuar na
segunda divisão da liga nacional, finalizando a primeira campanha em
2011
sem vitórias. Mas as viagens à Bélgica, Hungria e Estados Unidos e
a participação das categorias sub-19 e sub-21 na Copa Pan-Americana
possibilitaram uma experiência crucial de mais de 50 partidas.
As sementes deram frutos nos Jogos Sul-Americanos 2012 em
Medellín (Colômbia) e no Campeonato Sul-Americano Júnior em
outubro no Brasil, com dois quartos lugares. No torneio júnior, os
chilenos perderam o bronze para a Venezuela, mas, apenas algumas
semanas depois, diante dos amigos e familiares, recuperaram-se de
uma derrota contra a Argentina nas semifinais para conquistarem uma
doce revanche.
Estabelecemos o objetivo de jogar um Campeonato Mundial quando
vimos o grupo de jogadores que tínhamos”, relembra Nejamkin. “Não
chegamos à final, mas a medalha de bronze e a classificação para o
Mundial são motivo de grande orgulho.” Bastante compreensível, já
que os chilenos precisaram esperar quase três décadas.
O Chile não participa de um torneio mundial de
voleibol há quase 30 anos
O capitão do Chile, Dusan Bonacic, mostra o
quanto a classificação é importante para ele
ao abraçar um familiar ao lado da quadra
Não consigo colocar em
palavras o meu sentimento,
é uma recompensa por todos
os sacrifícios”