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sem falar na ponteira Cabral, remanescente da campanha olímpica
em Atenas 2004.
A geração de Cabral foi o resultado inicial do projeto de desenvolvimento
nacional que colocou a seleção feminina de voleibol da República
Dominicana entre as melhores do mundo. “Você viu os resultados dos
Jogos Olímpicos”, salienta a jogadora de 34 anos. “Em 2004, chegamos
a Atenas e ficamos meio deslumbradas com a Olimpíada. Hoje a nossa
equipe é mais sólida.”
Cabral, cujas fotos gigantescas se espalhavam por toda a cidade de
Londres, representou o voleibol dominicano no mundo todo, atuando
profissionalmente em países como Espanha, Itália, Rússia, Coreia do
Sul e Porto Rico. “É uma grande satisfação fazer parte deste grupo de
jogadores e jogadoras”, comenta ela sobre a campanha Heroes. “É um
sonho que se realiza.”
Significa muito para o meu país também, pois graças à campanha
Heroes eu sirvo de inspiração para muitas crianças na República
Dominicana que sonham em estar no meu lugar”, prossegue. “Tem
criança que sonha todos os dias em se tornar herói da FIVB. Eu dou a
elas um empurrãozinho. Sinto-me realmente na pele de um super-herói.
Quando era jovem, eu tinha um sonho para a minha vida, e agora o
transformei em realidade.”
Mas Londres foi definitivamente a última chamada para esta sonhadora
em particular. “Vou deixar o meu lugar para a próxima geração”, afirma.
Acredite emmim: vem aí um novo grupo de jogadoras realmente forte,
garotas que vão fazer muito sucesso nos próximos anos. Vou me dedicar
a estudar Gestão Esportiva e tentar ajudar as crianças menos favorecidas
do meu país. Quero que elas realizem os seus sonhos.”
Tem criança que sonha todos os dias em se tornar herói da FIVB. Eu dou a elas
um empurrãozinho. Sinto-me realmente na pele de um super-herói”
Acredite em mim: vem aí um novo grupo de jogadoras realmente forte,
garotas que vão fazer muito sucesso nos próximos anos”