Facundo Conte passou a maior parte da vida fugindo da grande
sombra do pai Hugo, indiscutivelmente o maior jogador do
voleibol argentinode todos os tempos. Porém, graças à campanha
FIVB Heroes, o ponteiro de 22 anos pode ter encontrado a
identidade ideal no cenário perfeito de Londres.
Hugo Conte foi um símbolo para a Argentina, atuando nas quadras de
voleibol do mundo todo por mais de 16 anos. Após se aposentar com a
medalha de bronze na Olimpíada de Seul 1988 (e o quarto lugar aos 37
anos em Sydney 2000), Conte pai dedicou-se à profissão de treinador e
viu a carreira do filho Facundo decolar.
Aos 21 anos, com a mesma idade com que o pai jogou a primeira
Olimpíada, em 1984, Facundo foi escolhido vice-capitão no Campeonato
Mundial da FIVB 2010, só um ano depois de ajudar a seleção a conquistar
o bronze no Campeonato Mundial Masculino Júnior da FIVB 2009.
Facundo teve problemas como jogador júnior: era filho de um astro,
situação que não é fácil de administrar quando se é adolescente. Talvez
seja por isso que, nos clubes em que atua, ele continue usando nas
costas da camiseta o nome “Facundo”, em vez de “Conte”. Mas ser o
filho de Hugo Conte tem lá as suas vantagens.
Quando éramos crianças, tinha uma rede no quintal que no começo
era só uma corda”, conta Facundo. “Pedimos ao pai para nos ensinar as
habilidades dele, as mesmas que ainda uso hoje: toques, bloqueios, tudo
enfim. Ele foi um bom professor de voleibol.”
Heroísmo e
felicidade para
Conte
Facundo Conte em ação pela Argentina contra os
anfitriões da Grã-Bretanha em Earls Court
Pedimos ao pai para nos ensinar
as habilidades dele, as mesmas
que ainda uso hoje: toques,
bloqueios, tudo enfim. Ele foi um
bom professor de voleibol”
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