na classificação para o Campeonato Mundial da FIVB 2014, na Itália. “O
voleibol africano tem um longo caminho a percorrer”, pondera Oulmou.
Não tem a ver apenas com patrocínio, mas também com motivação,
com a habilidade de trabalhar em longo prazo e de realizar projetos
ambiciosos.”
Cabe aos jogadores, técnicos e autoridades do voleibol entenderem
que não podemos interromper o desenvolvimento só porque chegamos
em primeiro no Campeonato Africano”, prossegue. “É preciso identificar
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outros objetivos. Se nos contentarmos apenas em estar no topo do
ranking da África, as nossas seleções nunca vão transpor a distância que
separa o voleibol africano das melhores seleções do mundo.”
A campeã olímpica dos 1.500 metros em 1992, Hassiba Boulmerka,
permanece sendo um exemplo para Oulmou. “Ela foi a primeira argelina
a conquistar a medalha de ouro na Olimpíada, demonstrando que,
mesmo sem expertise e apoio financeiro, ainda é possível realizar um
sonho e chegar ao topo: basta uma forte motivação e trabalho árduo.”