A campanha olímpica das valentes sul-coreanas terminou de modo
decepcionante, mas elas obtiveram consolo considerável entre os
prêmios individuais no torneio de voleibol feminino. A estrela Kim
Yeon-Koung não só terminou como maior pontuadora — com certa
folga — como também foi escolhida a melhor jogadora do torneio,
distinção inédita para atletas de uma equipe quarta colocada.
A pontuação final de 207 garantiu a Kim a significativa diferença de 46 pontos
para a segunda melhor pontuadora, Destinee Hooker, dos EUA. Já a eficiência
do desempenho como um todo se refletiu em impressionantes estatísticas
em outros fundamentos: nos ataques ela ficou em terceiro, nos bloqueios em
13
º, no saque em sétimo, nas defesas em 14º, no levantamento em 25º, e na
recepção em nono.
Já considerada por uma ampla parcela de especialistas como a força
ofensiva mais perigosa do vôlei feminino, a jogadora de 24 anos é uma das
homenageadas da campanha FIVB Heroes. Após marcar 63 pontos nos dois
primeiros jogos da Olimpíada, contra EUA e Sérvia, ela foi questionada sobre
qual havia sido o seu recorde de pontos em uma só partida.
Estou mais preocupada em ser uma jogadora completa”, respondeu. “Não
presto muita atenção no total de pontos e me concentro mais em obter a
vitória. Talvez 35 na seleção e quem sabe uns 40 ou mais jogando na liga sul-
coreana. Não me lembro mesmo.”
Quando foi mencionado que Kim é tida como a melhor atacante do mundo,
outro jornalista indagou quem ela considerava a segunda melhor. “Para ser
sincera, não tenho como citar alguém em especial, mas olhando as fotos desta
sala vejo muitas boas jogadoras”, respondeu a asiática, correndo o olhar pelas
paredes do lounge da FIVB no ginásio de Earls Court.
Mas não quero entrar nesse assunto. Existem muitas boas jogadoras no
mundo. Eu realmente quero copiar as melhores coisas e aprender com as
melhores jogadoras. Por exemplo, gosto do estilo de jogo da Logan Tom (EUA),
mas ela não é a única, tem outras em que também presto atenção.”
Kim muitas vezes é chamada de “Gamova asiática” devido às semelhanças (na
altura e na habilidade de pontuar) com a imponente russa Ekaterina Gamova.
Isso me deixa muito contente, mas quero mesmo é ser considerada uma
jogadora completa, e não só ofensiva”, respondeu. “Continuo trabalhando
para evoluir em todos os fundamentos”, finalizou.
Kim, melhor jogadora e
orgulho da Coreia do Sul
AVC
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Kim Yeon-Koung não só terminou como maior
pontuadora — com certa folga — como também foi
escolhida a melhor jogadora do torneio, distinção
inédita para atletas de uma equipe que terminou em
quarto lugar