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TORNEIO OLÍMPICO MASCULINO
Crucial para o triunfo da Rússia foi a mudança tática feita pelo
técnico Alekno no terceiro set, ao passar o maior pontuador do
torneio Maxim Mikhaylov para a posição de ponteiro, com Muserskiy
assumindo a posição de oposto. Muserskiy marcou 31 pontos — um
recorde em finais olímpicas. “Perdíamos por 2 a 0 e fomos para o
tudo ou nada, a equipe confiou em mim e valeu a pena arriscar”,
declarou Muserskiy, do alto dos seus 2,17 metros.
O terceiro lugar coube à Itália com a vitória por 3 a 1 (parciais de
25-19, 23-25, 25-22, 25-20)
em um encontro de europeus com a
surpresa do torneio: os búlgaros de Vladimir Nikolov, que entraram
no jogo sonhando com a primeira medalha olímpica desde 1980.
Mas a equipe de Mauro Berruto sepultou as esperanças da Bulgária
com uma atuação destacada de Cristian Savani, que marcou 23
pontos, incluindo sete aces.
Nenhuma seleção jamais tinha revertido um placar adverso
de dois sets a zero em plena final olímpica para conquistar a
medalha de ouro no voleibol masculino, mas a Rússia terminou
com esse tabu ao triunfar em Londres 2012 de modo épico e
emocionante. Perante 14,5 mil espectadores fascinados no
ginásio de Earls Court, o time de Vladimir Alekno superou o
Brasil de maneira dramática, salvando dois match-points no
terceiro set e fechando o jogo com parciais de 19-25, 20-25,
29-27, 25-22
e 15-9.
Para a Rússia, foi o primeiro ouro olímpico desde 1980, enquanto
o Brasil teve de se conformar com a prata após um confronto que
deixou o técnico brasileiro Bernardinho sem palavras. “O jogo
não tem explicação”, disse ele após a sua equipe, mesmo com a
presença de Murilo Endres, o melhor jogador do torneio, perder de
um adversário que o Brasil tinha derrotado por três sets a zero 12
dias antes.
Bons jogos para a Europa