FIVB VolleyWorld 8/2013 - Portuguese - page 8

Cerca de um ano após a marcante virada russa na final dos Jogos
Olímpicos de Londres 2012, o selecionado de Andrey Voronkov
repetiu a vitória sobre o Brasil e conquistou o seu terceiro título da
Liga Mundial, após ter obtido sucesso em 2002 e 2011. Enquanto
em Londres os russos tiveram de reverter uma desvantagem de dois
sets a zero e vários match-points, em Mar del Plata demonstraram a
confiança de campeões olímpicos, obtendo uma vitória por 3 a 0 (25-
23, 25-19, 25-19) no centésimo e último jogo da 24ª temporada da
Liga Mundial.
Embora o nove vezes campeão Brasil permaneça na liderança do
ranking mundial, o resultado não deixa dúvidas de que a Rússia é a
melhor seleção do mundo na atualidade, algo que o técnico brasileiro
Bernardinho tem prazer em reconhecer.
“A Rússia é uma fábrica de jogadores”, disse, após a final. “Temos bons
jogadores, mas eles são melhores. Além disso, perdemos importantes
atletas para esta Liga Mundial, e acho que a Rússia é a melhor equipe
do mundo no momento.”
Considerando que a Rússia venceu os últimos três jogos desse
confronto de titãs, a avaliação é bastante justa. De fato, as duas últimas
vitórias russas ocorreram em um intervalo de cem horas no Ginásio
Ilhas Malvinas. O primeiro triunfo veio em um apertado 3 a 2 na fase
de grupos. “Não consigo explicar este sentimento”, disse um exultante
Alexey Spiridonov. “Não é uma vitória só para a minha seleção, mas
também para o meu país. Nunca imaginei que poderíamos vencer o
Brasil por três a zero e que o jogo não seria difícil. Cada ponto foi
feito de ouro.” O título russo da Liga Mundial é particularmente
marcante porque a campeã entrou de treinador novo e com uma
escalação bastante alterada em relação ao time que foi campeão em
Londres. Nikolay Apalikov, Sergey Grankin, Dmitriy Muserskiy e Maxim
Mikhaylov foram os únicos quatro campeões olímpicos que estiveram
na Argentina.
Nikolay Pavlov, relativamente pequeno em estatura, foi um gigante na
quadra de Mar del Plata, bem como Muserskiy e Mikhaylov foram em
Londres. O atacante foi o pontuador máximo da fase final do torneio,
com 87 pontos, marcando sozinho 22 na grande decisão. Portanto,
não foi surpresa o fato de ele ter recebido o prêmio de melhor jogador.
Os problemas russos na posição de levantador agora parecem
resolvidos: Grankin teve um desempenho soberbo, formando com
Pavlov a melhor dupla de ataque do torneio. No entanto, ainda há
momentos em que o maior adversário da Rússia é a própria falta
de concentração durante um jogo. Derrotas para equipes menores,
como Cuba e Alemanha, quase custaram aos russos a classificação
para a fase final. Além disso, na fase decisiva, o Canadá derrotou os
campeões olímpicos de virada por 3 a 2.
No entanto, quando acertou o passo, a Rússia ficou simplesmente
imbatível, vencendo os seus quatro últimos jogos. A Itália, que ganhou
fora de casa dos russos na fase intercontinental, foi facilmente batida
por 3 a 1 na semifinal. A seguir, veio a decisão da medalha de ouro
REPORTAGEM DE CAPA
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